Foto: Lourival Ribeiro/SBT
Questionado sobre o panorama atual, o publicitário afirma: “a publicidade no mundo inteiro vive uma ressaca criativa”. E diz acreditar que o fato das marcas trocarem o tempo todo de agência influi no resultado das campanhas e no impacto das mesmas: “você só constrói grandes marcas com longos relacionamentos. É igual a casamentos, famílias, tudo isso”. Relembrando uma de suas propagandas mais reconhecidas, o convidado comenta: “o “primeiro sutiã” tem características que são meio eternas. Claro que tem meia dúzia de malucos que iam dizer hoje que incentiva a pedofilia, mas isso se pega e esquece”. Sobre o que faria de diferente caso houvesse um remake da peça, ele opina: “possivelmente a estética, cabelo e roupa seria outro. A escola seria menos acadêmica. O vestuário, o quarto seria infinitamente mais contemporâneo, certamente teria um computador. E na última cena ao invés de cobrir o peito com as mãos ela puxaria o zíper um pouco para baixo”.
Olivetto também analisa a propaganda da Gillette com Neymar e declara: “no negócio da comunicação é muito bom e fundamental ser oportuno. E muito ruim ser oportunista. Essa campanha passou isso, ela não passa verdade. O ideal pro Neymar agora é estar perto da bola e longe da publicidade. A campanha não passou verdade porque está embutido o slogan do anunciante. Esse tipo de coisa não funciona. Mas acho que ele vai se recuperar porque tem muito talento. O erro foi fazer um comercial que relembrou o problema”. Após o lançamento de seu livro “Direto De Washington” ele revela que pretende escrever uma continuação com mais histórias e recorda um dos episódios mais marcantes de sua vida, quando passou por um sequestro que durou 53 dias de cativeiro. “Talvez eu tenha escapado disso parecendo normal porque eu já não era normal antes”, brinca.
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